sexta-feira, 31 de outubro de 2025

O DIA EM QUE A MÚSICA BREGA ENCONTROU O SOUL, O PROG E O BARROCO

 O brega sempre foi tratado como o primo pobre da música brasileira.

Mas e se eu dissesse que, entre 1970 e 1980, muita dessa gente “cafona” gravava com as melhores bandas de estúdio do país — e às vezes soava mais moderna que a MPB da elite?
Este vídeo é sobre o brega sofisticado: aquele que misturava groove, dor e delírio — com teclados psicodélicos, baixo de soul e arranjos de cinema.

Por trás desses discos estavam músicos e maestros que também tocavam com Elis Regina, Jorge Ben, Raul Seixas ou Marcos Valle:
gente como Guerra Peixe, Maestro Gaya, Durval Ferreira, José Briamonte — e bandas como The Bubbles, Azymuth e Brazilian Bitles.
Eles são os arquitetos invisíveis do brega refinado.


1. Bartô Galeno – “Você Vai Se Arrepender” (1978)

Natural de Sousa, Paraíba, Bartô Galeno foi um dos nomes mais queridos do brega romântico.
No álbum No Toca-Fitas do Meu Carro, a faixa “Você Vai Se Arrepender” destoa de todo o resto:
baixo funky, bateria seca, guitarra suingada — parece mais Black Rio do que Reginaldo Rossi.
Arranjos de Maestro Pachequinho, produção de Oséas Lopes.
Um brega dançante, quase soul — a prova de que Bartô tinha banda boa demais.


2. José Roberto – “Ninguém Vai Tirar Você de Mim” (1972)

Cover de Roberto Carlos, que lançou a original em 1966, José Roberto transformou uma balada ingênua num delírio psicodélico.
O órgão com reverberação e o andamento lento lembram The Zombies.
Gravado na Copacabana, provavelmente com músicos do circuito de Erasmo Carlos e Renato Barros (Blue Caps).
É brega, mas soa baroque pop: harmonia densa, melancolia e eco.
Um Roberto Carlos progressivo, reinventado por José Roberto.


3. José Ribeiro – “Tive Tanta Confiança” (1972)

O lado sacro do brega.
Com arranjo do Maestro Gaya, a música traz craviola, vibrafone e cordas suaves, criando um clima de missa pop.
Ribeiro não dramatiza — ele confessa.
Gravado na Copacabana, com músicos que também trabalhavam pra Elis Regina e Jair Rodrigues,
é um exemplo raro de brega barroco, harmônico e solene.


4. Márcio Greyck – “De Como Um Adolescente Descobriu Como Era Mais Fácil Viver” (1971)

Gravado com The Bubbles, banda que logo viraria A Bolha, expoente do rock progressivo brasileiro.
Produção de Durval Ferreira, da Bossa Nova, que deu liberdade total ao cantor.
O resultado é um álbum híbrido: melodrama juvenil com órgão Hammond, guitarras em chorus e letras existenciais.
Greyck filosofava sobre adolescência com arranjo de rock inglês — o brega existencial nasceu ali.


5. Fernando Mendes – “Sorte Tem Quem Acredita Nela” (1978)

Mineiro de Três Pontas, como Milton Nascimento, Fernando Mendes sempre teve produção acima da média.
Essa faixa tem guitarra tremolo, baixo soul e bateria com pegada disco, sinal de músicos profissionais de estúdio carioca.
É o brega soft rock — o encontro entre sentimentalismo e leveza harmônica.
Um artista que flertou com MPB, mas ficou no coração popular.


6. Diana – “Porque Brigamos” (1972)

Versão brasileira de “I Am... I Said” de Neil Diamond,
produzida por Raul Seixas, com arranjo orquestral digno de telenovela trágica.
Diana canta com raiva e precisão — uma Janis Joplin contida.
Cordas, metais e bateria gravados com grandeza.
É o drama feminino do brega, intenso e cinematográfico.


7. Alípio Martins – “Piranha” (1979)

Paraense inventivo, figura cult.
“Piranha” é carimbó urbano com groove, não samba-funk nem soul — uma fusão amazônica.
O baixo pulsa, a percussão é viva, e a letra genialmente se corrige:
“Não, não, perdão... Amazonas!”
O erro vira ritmo.
Produzido em Belém, provavelmente com músicos do circuito de Wanderley Andrade e Manoel Cordeiro,
é o brega antropofágico, onde ironia e swing se misturam.


8. Odair José – “Não Me Venda Grilos” (1977, com Azymuth)

Aqui o brega e o jazz elétrico se fundem.
O trio Azymuth — José Roberto Bertrami (teclados), Alex Malheiros (baixo), Ivan Conti (bateria) — acompanha Odair com groove e precisão.
O arranjo mistura Fender Rhodes, wah-wah e bateria jazzística, produzindo um brega-funk espiritual.
Parte do disco O Filho de José e Maria,
onde o Odair cria sua teologia suburbana: questiona Deus, fé e hipocrisia com backing de fusion.
O brega cósmico em estado puro.


9. Antônio Marazona – “Ela é Mal-Agradecida” (1976)

O lado amazônico-urbano do brega.
Logo no início, um órgão Hammond saturado e reverb pequeno.
Guitarra limpa, baixo firme e vocal grave — clima de bar esfumaçado.
Gravado com músicos locais de Belém,
mostra que mesmo longe do eixo Rio-SP havia sofisticação instrumental.
É o brega de baile, suado, mas refinado.


10. Fredson – “Jamais Te Esquecerei” (início dos 80)

Também de Belém, Fredson é o crooner do brega-soul.
A faixa tem baixo grooveado, órgão flutuante e uma guitarra com fuzz digna de rock psicodélico.
Arranjos e produção provavelmente de Mauro Cotta, referência na cena paraense.
É brega, mas soa como Curtis Mayfield em português.
O brega com fuzz e groove, elegante e quente, fecha o ciclo com chave dourada.


OS MÚSICOS FANTASMAS

Muita dessa sonoridade vem dos músicos de estúdio — heróis anônimos dos anos 70.
O trio Azymuth tocava tanto com Odair quanto com Marcos Valle.
The Bubbles/A Bolha fazia bases pra rock e brega.
Maestro Gaya, Guerra Peixe, Durval Ferreira e José Briamonte assinaram arranjos que podiam ir de samba-jazz a bolero sinfônico.
E no meio disso tudo, o brega virou terreno fértil pra quem queria experimentar — sem o peso da “alta cultura”.


Essas dez faixas contam uma história que quase ninguém ouviu:

a de um Brasil onde o brega não era piada — era vanguarda disfarçada.
onde músicos de soul, funk, jazz e rock gravavam por cachê em discos populares e deixavam arte no caminho.
nessa mistura, o brega virou o espelho mais honesto da alma brasileira:
triste, esperta, dançante e infinitamente criativa.

domingo, 26 de outubro de 2025

GUIA DA MÚSICA OUTSIDER BRASILEIRA


“Música outsider.”

Um termo criado pelo jornalista Irwin Chusid para descrever sons feitos totalmente fora das regras.
Sem técnica. Sem indústria. Sem aprovação.
Músicas criadas por pessoas que acreditam tanto no que fazem que atravessam o erro e chegam em outro lugar —
onde a inocência vira genialidade.

Mas a ideia de arte feita fora do sistema é bem mais antiga.
Nos anos 1940, o pintor francês Jean Dubuffet criou o termo Art Brut — “arte bruta” —
pra nomear as criações de pessoas que estavam à margem da sociedade:
pacientes psiquiátricos, presidiários, visionários.
Gente que criava não por fama, mas por necessidade.
Dubuffet dizia que a arte institucional era pasteurizada —
enquanto a arte bruta era viva, imprevisível, perigosa.
O som do inconsciente em estado cru.

Nos anos 2000, Irwin Chusid levou essa ideia pro som com o livro
Songs in the Key of Z: The Curious Universe of Outsider Music
um catálogo de artistas que faziam música sem pedir permissão.
Tiny Tim, The Shaggs, Daniel Johnston, Wesley Willis, Jandek.
Gente que transformou isolamento, limitação e delírio em arte.
É a mesma linhagem: a arte bruta do som.

Mas é importante separar duas coisas.
O artista maldito é o gênio que o sistema rejeitou.
O outsider é quem nunca entrou no sistema pra começar.
O maldito é o exilado.
O outsider é o nativo do exílio.

E o Brasil?
O Brasil sempre foi terreno fértil pra isso.
Um país onde o improviso é sobrevivência,
onde o erro é método e o delírio é linguagem.

Aqui, a arte bruta nasceu dentro dos hospícios,
dos presídios, das favelas, dos programas de auditório e dos quartos apertados.
Arthur Bispo do Rosário, interno do Hospital Psiquiátrico do Juquery,
transformou uniformes, talheres e restos em um mapa do universo —
um inventário divino feito à mão, costurado entre fé e delírio.
A arte como prova de existência.

Na literatura, Carolina Maria de Jesus escreveu Quarto de Despejo,
um diário de sobrevivência nas favelas de São Paulo.
Sem escola, sem glamour, só a lucidez brutal de quem vive o que narra.
Carolina é a voz mais pura da escrita outsider no Brasil —
o testemunho que não pedia ser lido, mas precisava ser dito.

Essas obras são a fundação do que podemos chamar de Outsiderismo Brasileiro.
Um país de vozes radicais, solitárias e obsessivas,
que produziram arte sem esperar reconhecimento.
Do bordado do hospício ao lo-fi da internet,
a mesma centelha: a criação como necessidade vital.


🎙️ Ecos e Difusores da Música Outsider no Brasil

Mesmo antes da internet, o Brasil já tinha espaços que — de propósito ou não — davam visibilidade à arte fora de padrão.
Alguns registravam com curiosidade jornalística.
Outros, com humor.
Todos ajudaram a manter viva a estética do erro, do improviso e da autenticidade radical.


🎙️ O Programa Garagem

Nos anos 1990, enquanto a mídia musical ainda girava em torno do mainstream, surgiu na Rádio Gazeta FM o Programa Garagem, criado por André Barcinski e André Forastieri.
O programa estreou em 1992 e virou um refúgio pro rock alternativo, punk, experimental e todo tipo de som que vivia fora da programação de rádio tradicional.
Depois da saída de Forastieri, Barcinski continuou o projeto, e o Garagem se tornou uma verdadeira arqueologia sonora — garimpando fitas demo, bandas marginais e figuras que o resto da imprensa ignorava.
Hoje o Acervo Garagem, mantido online, preserva esse espírito: uma crônica viva de como a cultura marginal e o underground brasileiro sobreviveram no dial.


🎙️ Broxa Music — Música Ruim de Qualidade

Anos depois, já na era digital, o jornalista Diogo Lopes criou o Broxa Music — Música Ruim de Qualidade.
Foram apenas dois episódios, mas suficientes pra virar lenda entre quem entende que o erro também tem ritmo.
O programa apresentava artistas e gravações consideradas “ruins” com um olhar irônico, mas cheio de afeto.
A cantora Sonia Rocha virou a musa involuntária dessa estética, ao lado de achados improváveis da música portuguesa e do brega underground.
O Broxa Music não zombava — celebrava o absurdo, o exagero e o amadorismo como um tipo de genialidade espontânea.
Um pequeno manifesto em áudio sobre a beleza da imperfeição.


🎙️ Piores Clipes da MTV — o caos em horário nobre

Nos anos 2000, o programa Piores Clipes do Mundo, da MTV Brasil, virou uma vitrine involuntária da música outsider.
Apresentado por Marcos Mion, o programa misturava deboche e fascínio diante do amadorismo extremo de certos videoclipes.
Entre eles, o inesquecível Rodnei Di, o “cara da pamonha” — uma figura tão espontânea e absurda que ultrapassou o rótulo de piada e entrou no território do culto.
Sem querer, o Piores Clipes acabou registrando uma parte esquecida da cultura pop nacional: artistas que criavam sem filtro, movidos apenas pela vontade de aparecer, cantar ou simplesmente existir diante da câmera.


🎙️ Os Profetas Sonoros do Brasil

Tony da GatorraPorto Alegre (RS)
Eletricista e inventor, criou o próprio instrumento: um híbrido de guitarra, bateria eletrônica e amplificador, a gatorra.
Sua música é protesto e oração ao mesmo tempo: ruidosa, sincera, hipnótica.
Virou figura de culto e chegou a tocar com Gruff Rhys (Super Furry Animals).
Paz, resistência e barulho como revelação.


Ednaldo PereiraPatos (PB)
Filósofo popular e lenda da internet.
Seu hino “Vale Nada Vale Tudo” mistura pop, humor e sermão cotidiano.
Canta como quem prega e ri de si mesmo, entre o sagrado e o absurdo.
Não copia o pop — reinventa à sua maneira, com carisma que nenhum arranjo polido alcança.


Sara Sonaya — origem incerta, lançada pela CanCan Discos nos anos 80
Deixou apenas dois singles: “Vamos Desquitar” e “Manequim Procurado.”
Voz melancólica e teatral, flutuando entre brega e disco.
Uma aparição breve entre o glamour e o anonimato.


Cleyton RastaSalvador (BA)
Fenômeno da internet — DJ, pregador e profeta do amor solar.
Mistura reggae, humor e fé digital em hits como “Cabeça de Gelo”.
O Bob Marley do wi-fi, o guru do otimismo psicodélico.


Z-Maguinho do PiauíTeresina (PI)
Cantor e dançarino, inventor do gênero “Dance e Trasse.”
Com energia de auditório e devoção pop, sua faixa “Deus” é uma oração dançante.
Mistura forró, pop e transcendência em doses iguais.
Não busca fama — busca sentido.


MarliBahia (BA)
Marli Souza Silva é a voz de um dos projetos mais estranhos da música brasileira.
Criada em 2002 pelo produtor Witched, mistura brega, psicodelia e lo-fi.
Sua faixa “Cachaça” virou ícone do “trash inteligente”: arte que abraça o erro até virar beleza.


Hélio dos PassosBento Gonçalves (RS)
O romantismo digital de Hélio surgiu em 2007, espalhando-se pela internet.
Com voz simples e teclado barato, criou baladas que soam como mensagens de um coração offline.
“Morena do Futuro” é seu hino particular — amor que nunca se encaixa, mas nunca some.


Renato RuizSão Paulo (SP)
Punk acústico — voz crua, violão em fúria contida, letras diretas.
Canções como “Eu Não Vou Mais Voltar pro Hospício” misturam desespero e ironia.
O trovador do hospício imaginário: punk que não precisa de banda pra gritar.


LomeuMirandiba (PE)
Canta brega como quem fala sozinho.
Sem métrica, sem tom fixo, só impulso e emoção.
Gravações caseiras com realismo bruto: voz rural sem moldura nem correção.
Faz da imperfeição um estilo — e do tropeço, arte.


Jota CZona Sul de São Paulo (SP)
José Cardoso, metalúrgico que juntou dinheiro pra gravar um sonho.
Nasceu assim Novo Millenium — sete faixas de emoção pura e desafinação libertadora.
“A Minha Vida É Tão Triste”, “Lá na Estação”, “Ricardinho”, “Vem Doçura”…
O brega operário transformado em arte de resistência.
(Fonte: Revista Crocodilo, nº 2)


Rainvilla DiamondSão Paulo (SP)
Avilla Giulia Diamondis da Silva Moreira, mulher trans e artista autista.
Começou em 2019 como Avilla Silver, descobrindo sua identidade sonora.
Inspirada por Dua Lipa, MARINA, WILLOW, Avril Lavigne, Imagine Dragons, Demi Lovato.
Em 2024 lançou Amor de Diamante (Versão Completa) — um pop indie sobre recomeço e autenticidade radical.


Damião ExperiençaBahia
Marinheiro, artista plástico e profeta do caos.
Criou o planeta Lamma e cantava em sua língua.
Discos artesanais, capas coladas à mão, mistura de rock ácido, samba e delírio.
O messias da música marginal — homem que inventou o próprio universo pra habitá-lo.


Sonia RochaRio de Janeiro (RJ)
Talvez a voz mais grandiosa deste mapa.
Canta sobre multiculturalismo e humanidade em “Itália”, “Angola”, “Leonardo da Vinci”.
Gravou uma das Ave Marias mais intensas do país.
O oráculo pop da MPB — o delírio transformado em devoção.


Tantão e os FitaRio de Janeiro (RJ)
Liderado por Tantão, ex-Black Future.
Ruído, colagem eletrônica e performance corporal.
O som nasce do colapso entre cidade e corpo — o grito virando poesia.
O outsider que nunca se domesticou — e por isso virou lenda.


VentaniaSão Thomé das Letras (MG)
Andarilho, hippie e trovador.
Mistura folk psicodélico, natureza e liberdade.
“Cogumelo Azul” é pregação lisérgica — um hino ao desprendimento e à estrada.
O sobrevivente do ideal hippie que se recusou a acordar.


Chana GatáJaicós (PI)
Nascida Cirila Josefa da Conceição.
Colheu algodão, mudou-se pra São Paulo e virou cantora.
Com seu forró de teclado e o hit “Ui Adoro”, transformou precariedade em espetáculo.
Diva, roça e resistência.


Leno Brega
O caso mais surreal do brega brasileiro.
Tudo começou com o verdadeiro Leno Brega, autor do disco Seu Veneno.
Depois, Edilson Farias, conhecido por paródias adultas, passou a usar o mesmo nome.
As faixas se misturaram; a imagem do Leno original foi colada nas criações do outro.
Enquanto isso, compositores como Mané da Zona, que realmente escreviam e gravavam,
também foram associados ao nome Leno Brega.

Nasceu um Frankenstein brega pós-moderno: vários autores, estilos e alter egos coexistindo num mesmo corpo —
um avatar emprestado que nem sabia de sua fama.
A canção “Trepada em Cuiabá” virou símbolo involuntário desse delírio criativo.
Nenhum dos envolvidos recebeu crédito justo, mas todos contribuíram pro mito.
Um prenúncio do que a inteligência artificial traria depois:
identidades sonoras compartilhadas, vozes emprestadas,
artistas compostos por muitos e autoria dissolvida em pura invenção coletiva.


[Som volta: chiado leve, fita rodando]
Esses artistas nunca foram feitos pro topo das paradas.
Vieram de garagens, roças, quartos e praças —
movidos apenas pela convicção e pela necessidade de se expressar.
Suas músicas podem soar “erradas”,
mas dizem verdades que o som perfeito jamais diria.

E se você quiser se aprofundar nesse universo,
existe um ótimo ponto de partida: o canal Binka,
um dos poucos que já se aventuraram a mapear a música outsider brasileira.
Assista, compare, descubra.
E depois volte — porque aqui a viagem continua.

Este é o Guia da Música Outsider Brasileira,
onde a genialidade se esconde no ruído.

Se inscreva no canal, deixe um comentário dizendo
qual desses artistas te surpreendeu mais
e compartilhe o vídeo pra que mais gente descubra essa parte escondida da nossa música.
Quanto mais gente ouvir, mais difícil será enterrar esses sons de novo.

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