sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fritz the Cat Soundtrack


Depois de um dia estressante de trabalho, cheguei em casa, mal tirei os sapatos e me joguei no sofá, olhando pro teto e pensando o que eu poderia ouvir pra dar uma reanimada no espírito...lembrei que tinha baixado a trilha sonora de um desenho malucão baseado em um personagem não menos maluco...então vamos por partes, daí podemos fazer uma interação multimídia pra quem não conhece o trabalho do artista mais udigrúdi das "comic books".
Robert Crumb (30 de agosto de 1943, Filadélfia, Pensilvânia) é um artista e ilustrador, reconhecido como um dos fundadores do movimento underground dos quadrinhos, e é considerado frequentemente como a figura mais proeminente nesse movimento, tendo como ponto de partida a publicação do gibi artesanal "Zap Comix". Seus trabalhos foram bastante apreciados na cena hippie, tendo deixado marcado nesta década a frase Keep on Truckin´ e os personagens Mr. Natural (um sábio mestre) e Fritz, the cat, um gato boa vida que usa muitas drogas e tem uma vida sexual bastante lasciva.

Crumb teve um filme/documentário sobre sua vida chamado Crumb lançado em 1994 pelo diretor Terry Zwigoff, tendo ênfase em sua família desestruturada e, sobre tudo, em seu irmão mais velho, Charles Crumb que, quando criança, obrigava Robert e seus outros irmãos a desenharem quadrinhos. Fazendo algumas poucas parcerias, Crumb começou a colaborar com o roteirista e arquivista Harvey Pekar, um homem da classe media baixa de Cleveland que narrou suas visões de mundo, mostrando o cotidiano tedioso da classe media americana, sem preocupações. Em 2003, Pekar teve sua obra auto-biografica levada às telas no filme "American Splendor", também tratando de sua relação outros autores, dentre eles, Crumb.

Recentemente, passou a adaptar obras literárias de autores como Franz Kafka, Charles Bukowski e Philip K. Dick e, nos últimos anos, dedica-se ao seu livro mais penoso: a quadrinização do velho testamento da Bíblia.

Em 2007, figurou o 20º lugar da lista de 100 gênios vivos, compilada pela empresa de consultoria global Synectics.

Atualmente, mora no sul da França com esposa e filha, ambas cartunistas.

Fritz - The Cat
Robert Crumb

Fritz, The Cat é o mais ácido e divertido comentário a respeito dos míticos anos 60. É um marco na história da contracultura. E é a história que transformou o desenhista Robert Crumb, muito a contragosto, em um dos mais respeitados, aclamados e polêmicos artistas da América. Por causa de Fritz, Robert Crumb passou a ser um herói da juventude rebelde dos anos 60, comparado a Bob Dylan e alvo do assédio da indústria cultural. No final dos anos 60, o sucesso do personagem saído do mundo underground era tamanho que já havia dois antologias com suas histórias. E que criou-se uma versão cinematográfica, grande sucesso de bilheteria. Crumb então fez aquilo que tantos astros pop anunciam mas nunca cumprem: voltou às costas para o sucesso e matou o personagem tão popular.

A história que descreve a morte de Fritz (assassinado por uma avestruz enciumada) está neste álbum. Assim como HQs amadores que Crumb fazia ainda quando adolescente. É um material produzido desde 1961 até 1971. A Conrad revirou coleções. Vasculhou revistas alternativas e diversas outras compilações. Localizou histórias perdidas, desenhos soltos e o resultado é que esta edição brasileira é a mais completa antologia das HQs de Fritz já publicada em todo o mundo.

http://www.badongo.com/en/file/7096994

Esse é o link pra baixar a trilha sonora.

Fritz the Cat (soundtrack)
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Fritz the Cat

Soundtrack by Ed Bogas and Ray Shanklin
Released 1972
Recorded November 1971—January 1972
Length 38:44
Label Fantasy Records
Producer Ed Bogas and Ray Shanklin
Professional reviews
Allmusic link

Ralph Bakshi film soundtrack chronology
Fritz the Cat OST
(1972) Heavy Traffic OST
(1973)

A trilha sonora de Fritz the Cat é de 1972 . A trilha contém vários números de jazz, funk and rock and roll com performances de Ed Bogas and Ray Shanklin.

O álbum foi originalmente gravado na Fantasy Records em 1972. E regravado depois em 1996 em CD.

Track listing:

Black Talk (Charles Earland)
Duke's Theme (Ray Shanklin)
Fritz the Cat (Crumb-Bogas)
Mamblues (Cal Tjader)
Bo Diddley (Eugene McDaniels)
Performed by Bo Diddley
Bertha's Theme (Shanklin)
Winston (Ed Bogas)
House Rock (Bogas-Day)
The Synagogue (Traditional, arr. Bogas)
Yesterdays (Harbach-Kern)
Performed by Billie Holiday
Love Light of Mine (Betty Watson)
Performed by The Watson Sisters
The Riot (Bogas-Saunders)
You're The Only Girl (I Ever Really Loved) (Krantz-Bogas-Shanklin)



Bem, esclarecidos culturalmente, agora posso dizer qual foi a viagem maravilhosa estando deitado no sofá, com um copo de vinho na mão, e ouvindo essa preciosidade.
Jazz e funk de primeira, e na versão do cd tem "Twist and shout" com Isley Brothers muito boa...delirei com Fritz the Cat, a música, um black malucão com efeitos que pirariam se estivesse com algo ilícito em minha frágil mente(se é que vocês me entendem), mas como não uso essas coisas, prossigo com meu vinho e ouço Mamblues, mais uma pedrada certeira, um groove de fazer dançar até os mais duros joelhos, como o meus, por exemplo, mas eu danço aqui na minha cabeça, revendo mentalmente climas do filme e aquela viagem meio empoeirada que as fitas vhs nos fazem ter(assisti pela primeira vez numa fita adquirida numa locadora que estava fechando as portas...Bo Didley, muito bom...já meio aéreo e entra o groove hipnotizante de Bertha's theme , daí eu adormeci no sofá e acordei com Shine on you crazy diamond tocando....kkkkk, mas essa é outra história...

Entrevista com Gigi Anhelli do saudoso Bambalalão



Gigi Anhelli é atriz, contadora de estórias e radialista que nasceu em São Paulo no bairro do Cambuci. Viveu sua adolescência no Rio de Janeiro, voltou a São Paulo, onde fez faculdade de comunicação na USP pela ECA no mesmo período em que trabalhava na tv cultura. Foi apresentadora de vários programas como, Som, Forma e movimento e alguns programas de rádio, mas sua carreira se firmou em um dos maiores programas infantis da época, o Bambalalão também exibido pela TV Cultura, ao término do programa Gigi se voltou em desenvolver programas e peças teatrais para o público infantil e juvenil. Atualmente, escreve e apresenta shows de variedades para crianças e atua em projetos junto às secretarias municipais de Cultura e de Educação.

Bem...

1- Como era o ambiente de trabalho no bambalalão?(eu lembro que existia uma união grande, vcs passavam ser uma grande família...)

- Era muito gostoso. As pessoas todas eram muito interessantes. Alguns eram muito intensos. Era mesmo uma família. Às vezes discutíamos, e o clima ficava um pouco tenso, mas isso acontece em todas as famílias. Eu sempre ia trabalhar com prazer.
Era muito bom encontrar aquelas pessoas.

2- Quando acabou o programa, qual foi o sentimento?

Eu já sabia que o programa ia acabar, mas não podia falar nada no ar.... Eu sentia uma tristeza profunda. Às vezes eu parava nos bastidores. Fechava os olhos e tentava capturar o momento: O rumor das crianças no auditório, o ruído do passos dos atores, o cheiro de madeira, de perfume, das roupas...... Queria “guardar” aquele sentimento. Quando acabou ficou um vazio.....

3 - Vocês ainda mantêm contato?

Sim, com alguns. Muita gente passou pelo Bamba. Vejo sempre o Perereca e o Xyss, durante todos esses anos trabalhamos juntos muitas vezes. Vejo o Pam Pam, a Silvana. O Tic Tac de vez em quando. Outros encontro no Orkut..... Alguns, infelizmente, nunca mais vou ver, mas continuam em meu coração.

4 - Como é ser lembrada até hoje pelos fãs?

O que você acha? Rsssssssssss É bom demais! É um retorno de amor, carinho..... Faz saber que tudo valeu a pena!

5 - Como era teu relacionamento com a Silvana?

Na época eu achava que era muito bom. Hoje vejo que era muito mais do que eu pensava... Quando vejo as reprises no canal RATIMBUM, percebo que havia um carinho tão grande. Não só com ela, mas com o Perereca, Pam Pam, Memélia, Chiquino, Tic Tac, Álvaro, Acaiabe, Dudu, Carla, enfim, entre todos.

6 - O que você gosta de ouvir em casa?

O que eu mais gosto é de ouvir o silêncio. Rssssss E o som da mata: tucanos, os macacos, cigarras, grilos..... Mas gosto muito de Blues e sou casada com o Xyss que é um músico de Bues e Rock... Graças a Deus ele é um ótimo músico! rssssss

7 = e ler?

Tudo que aparece pela frente. Tento me controlar, mas quando percebo já estou lendo... rssss Até nas livrarias preciso tomar cuidado, porque começo pesquisando e quando vejo já estou sentada no chão lendo......

8- os filmes que vc mais gosta?

Aventura, ação e, quando estou “de bobeira”, comédias românticas.
Mas meu gosto muda... Depende da época, do momento.

9- o que significa o amor pra vc?

Estou chegando à conclusão de que não precisa ter significado nenhum. A gente sente e pronto! Não tem porque, não tem motivo... Por coincidência recebi de uma amiguinha esse recadinho. Achei lindo!
O amor é como um vidrinho,onde se coloca e se tira...
Quando se dá amor, se tira de nosso vidrinho e coloca no vidrinho do outro
Quando se recebe amor,se tira do vidrinho do outro e coloca no nosso
Se você só recebe e não dá,o vidrinho lota e ninguém mais consegue te dar amor.
Se você só dá,chega uma hora que acaba o seu.
Por isso,na vida é importante dar e receber amor.
Nem sempre aquele que recebe de nós é o que nos dá.
Nem sempre damos a alguém de quem recebemos.
Mas sempre estamos fazendo troca
e reciclando o nosso estoque de amor.
Não deixe seu vidrinho esvaziar,nem deixe seu vidrinho lotar.
Saiba dar e saiba receber.


10- qual o significado da vida?

Viver!


11 - um recado pras pessoas...

O importante é viver a vida enquanto ela acontece. Não dá pra curtir o momento depois que ele passou. Passou “já foi”! É difícil, eu sei, mas estou tentando........

sábado, 25 de junho de 2011

Saudade...

E quando eu percebi a diferença sutil entre todos aqueles sons e danças e sorrisos encaixotados você me sorriu indiferente, levantou-se da cadeira e caminhou quase entorpecida pelo tapete vermelho de ilusões estrangeiras que eu guardava tão bem escondido no peito...Eu não consegui um beijo, não consegui um mínimo de respeito ou sequer uma lágrima pendurada no céu do teu olhar, mas ainda assim é noite, ainda assim a ganância fria e dormente dos meus sonhos sabe onde estou, e irá me buscar, arrastado, a saudade semi-serrada espalhando tudo...eu desviei meus planos, errei até não conseguir mais juntar os pedaços, e você permaneceu fixa, energeticamente estática naquela foto preto e branco, na suave melodia de um passado distante.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Contículos

Ela previu que naquele exato segundo haveria uma suave intenção que destilaria, por cada centímetro do quarto, um sentimento frio de desilusão.
Respirou fundo e caminhou distraidamente em direção à ele, baixou os olhos e assoviou calmamente uma canção dos Stones...retirou do bolso um punhado de sentimentos ,
disparou acidentalmente meia dúzia deles no rosto estúpido daquele estranho...moveu os lábios entoando um mantra ...o beijou no rosto...calmamente enterrou o punhal em seu estômago...
girou lá dentro em um ritmo acelerado, quando ele desmaiou frio no carpete encardido da sala ela beijou sua testa...levantou calmamente e continuou a assoviar Stones...caminhou em passos flutuantes
para fora da sala...abriu suas asas e sumiu na noite escura...ainda se ouvia o assovio...e seu rosto cintilando na retina...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Para alguém

Eu olhei distraidamente para tua alma
Uma alma antiga ,incrustrada em olhos vivos
e daí por diante teu medo, sei lá de que, derramou-se por sobre a mesa
e eu ouvia a música, sem notar que eu poderia ter vivido algo
Eu poderia, mesmo sem controlar nada,sem criar vínculos
Sem satisfazer meu ego ou qualquer outro tipo de vaidade inescrupulosa, ter sentido o hálito frio do destino...
Mas a saudade é curta, a sensação morna dos lábios ásperos da calma me iludem
e te olhei mais uma vez
Não sabia onde por as mãos,nem meus sonhos, e nem o troco em moedas que a vida me dava...
Puxei a cadeira, me sentei de frente pra você...
Te olhei nos olhos...te vi bem de perto e ali me vi...prepotente, arguto, audacioso...
adormeci calmamente no colo suave do Tempo
Te desejei e me possuí
te farejei e senti o odor dos meus pensamentos...
ali sepultei todos os conselhos...
e esqueci os dias
Olhei pra tua alma...
Sorri

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Noite

Em questão de segundos ela se aproveitou da distração, moveu-se lentamente para perto dos seus sonhos, roubou meia dúzia deles e fugiu sorrateiramente pela porta dos fundos...levando consigo um punhado de moedas e um maço de cigarro...
_ Espere, me devolve somente aquele, é dele que me sustento e por ele que até hoje sem sinto um pouco menos louco...
_Todos esses sonhos são meus, não te roubei nada...
_Pelo menos me devolve um cigarro e duas moedas pra eu tomar uma pinga...
Somente se ouviu um bater de asas silencioso...ela subiu de um modo meio desastrado para o céu..flutuou por alguns segundos e desapareceu.
Ele olhou pra uma poça d'água o reflexo ondulante de sua cara suja...
Andou mais um pouco e deitou na calçada...vomitando o resto de vida que tivera...do alto da noite a música aumentou de volume e cobriu o escuro de notas frias...um vento gelado varreu a noite pra debaixo do tapete do tempo...e nada restou senão a calma leve e suave do desespero...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Poem

On this erased catwalk of colors
your face illuminates the past
I open my arms
and fondling the void
fear and another look
your hand and flick the small air
designing a sound
spreads, slowly like a dream
drunk certainty
Tripping in poetry barefoot.
this avenue without asphalt
the bus stop in life
I signal and nothing stops.

when your kiss,
serene in the pale morning,
was fired at me smiling little, I had agreed, who knows the rain cross my face, and lying grow, the silence inside me,
thinking of you.

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