sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Pink Floyd - Breathe


Um cover de uma das músicas que eu mais curto de uma das bandas mais fodas do planeta.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Amor em Osasco

Você toda ali
Sorrindo, bela
Do outro lado da esteira
Na linha amarela
Nunca mais teu rosto
Teu gosto teu nome
Você até deu uma risada
Mas não ouvi, tava de fone
E a vida segue
No suave andar das horas
Do tempo, timeline finita
Queria cinema
Mas só tem dublado
Queria amor gritando
Mas está tudo tão calado
Vejo o mesmo livro
Na banca
Por 4,90
Que ninguém quer
E a mesma fila do ônibus
O mesmo vendedor de Suflair
O mesmo cobrador, o mesmo funk sem fone
Sem nome ou sobrenome
E então acho que te vejo
E malabarizo as palavras
Como artista de semáforo
Mas não é teu rosto
Quem dera fosse diferente
Que amor fosse como, em Osasco, encontrar carrinho de cachorro quente.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Poeira suja das horas



Você tem uma certa razão,quando diz que não alimentei direito meu ego.
E cego, tateio as paredes úmidas da memória,procurando encontrar sentido.
E aterrorizo meus medos,me vingo lentamente,em cada escolha errada,em cada segundo vivido.
Você naturalmente se acha esperta,tem mil argumentos guardados que quase sempre dão certo,não nego.
Mas se esconde atrás da velha árvore sem galhos que há muito já morreu.

Teu rosto permanece em cada canto da sala,talvez desbote e desapareça algum dia
Tua fotografia,em preto e branco, saudade cheirando a mofo,quase longe demais pra se ouvir.
E tudo fica esperando, o universo quieto,uma platéia atenta, quase sem respirar,enquanto assistia
Depois de horas em silêncio, a rígida dança do cérebro tenso,explode o acorde distorcido.
Podia ter esquecido, sim, podia ter esquecido.

E na poeira suja das horas,os olhos enxergam prazer
E suave como o suspiro antes da morte
Abandono tudo,ilumino de sombras o fio inerte de que me prende a você.

E me movo,apenas em pensamento,a procura de um mito ao qual me agarrar e definhar inocentemente.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Pois é



Pois é
Mais uma vez eu não pensei
Só soube agir com impulsividade.
E aí queria estar em outra cidade
Estar bem longe pra poder nunca mais te encontrar.

Não consegui sequer falar
Não consegui sequer abrir a boca
Pra dizer alguma coisa louca
que você provavelmente não iria entender
Mas...
Quando eu te ver eu vou te abraçar
Dizer que eu sei bem o que você passou
Sorrir,assim,me despedir,virar as costas e voltar pro lugar de onde eu vim.
Mais uma vez eu entendi
Que nada disso é importante
Meu sofrimento é irrelevante
E nada,nada,nada,nada,nada vai fazer você voltar.

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