Meus lábios mergulham num oceano de medo
sorvem meticulosamente cada átomo de dor
Provocantemente estúpido a ponto de perder o rumo
Permaneço sábio,sonolento e incrivelmente sóbrio.
Mudo,ouvi cada sopro de angústia
adormeci sereno em meio às explosões de sonhos
Então você veio e me pediu perdão
e eu pedi que você sumisse
Em meio à loucura obtive êxito
e subitamente mascarei a fúria
Me arrependi das palavras sãs
e chorei mantras sagrados
Morri nesse segundo,ainda respirando
E seus olhos ainda me fitavam
Acenei num sorriso trôpego
Maldizendo deuses e agradecendo ao infinito
E quando notei que te amava
as cores frias levantaram vôo
e as melodias tristes desbotaram
escorrendo,lindas,para o esgoto do céu.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Saudade
Sentado em frente aos seus olhos
Cuspia sentimento em tua cara
Metia o dedo em sua alma
Arrancava incongruências
Desatava nós de culpa
E você vomitava fumaça e indiferença
Palavras suadas
desabavam sobre um leito vazio.
te dei a mão...
Um vazio esticado no ar...
Um ódio quase celestial...
Sorvi aquele último afago,
Traguei aquele último suspiro.
A porta bateu desesperada
engolindo o silêncio.
A certeza me atropelava
Meu medo me tranquilizava
Sóbrio,sem sequelas,calado
E aquele último acorde
Soando até o infinito...
Cuspia sentimento em tua cara
Metia o dedo em sua alma
Arrancava incongruências
Desatava nós de culpa
E você vomitava fumaça e indiferença
Palavras suadas
desabavam sobre um leito vazio.
te dei a mão...
Um vazio esticado no ar...
Um ódio quase celestial...
Sorvi aquele último afago,
Traguei aquele último suspiro.
A porta bateu desesperada
engolindo o silêncio.
A certeza me atropelava
Meu medo me tranquilizava
Sóbrio,sem sequelas,calado
E aquele último acorde
Soando até o infinito...
domingo, 29 de julho de 2007
Mergulhos da Alma
Um dedo toca-lhe a pele
Aperta temerosamente
Ele exprime um vício de linguagem qualquer
de dentro do prato sujo da alma.
_ Não cuspa_ repete-lhe a mulher
Ele engole inexpressivamente aquela migalha de sonho
Acalme-se...
Os olhos,lindos espelhos quebrados...
Estilhaçados.
Vomita as visões que lhe imbuíram
Maltrata a coragem de quem lhe enviou
E as asas à mostra comprovam isso.
O segredo, o sussurro,a revelação...
O medo sopra-lhe o rosto
Enruga-se,grita solenemente mil insultos.
As lentas chicotadas lhe castigam o dorso
As letras desviam-se da poesia
E cai sobre sua cabeça o desalento
A suavidade mórbida de se sentir sóbrio
em meio ao turbilhão de intensos mergulhos à deriva da alma.
Aperta temerosamente
Ele exprime um vício de linguagem qualquer
de dentro do prato sujo da alma.
_ Não cuspa_ repete-lhe a mulher
Ele engole inexpressivamente aquela migalha de sonho
Acalme-se...
Os olhos,lindos espelhos quebrados...
Estilhaçados.
Vomita as visões que lhe imbuíram
Maltrata a coragem de quem lhe enviou
E as asas à mostra comprovam isso.
O segredo, o sussurro,a revelação...
O medo sopra-lhe o rosto
Enruga-se,grita solenemente mil insultos.
As lentas chicotadas lhe castigam o dorso
As letras desviam-se da poesia
E cai sobre sua cabeça o desalento
A suavidade mórbida de se sentir sóbrio
em meio ao turbilhão de intensos mergulhos à deriva da alma.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Sonhos
Meu corpo nu,estilhaçando metáforas...
A desilusão me morde o rosto
A consciência sangrando
mil gotas de luz
se derramando.
Percebo seu rosto, seu sangue
sua vida,seus erros...
sua mão,sempre aberta...
o desespero quieto...
minha calma exasperada
defendendo minha alma de um perigo inexistente.
Cru e amargo
Engulo seco,procurando sentido...
Muitas vezes eu dormi, esperando a brutal entrega
dos sonhos
Pressenti a presença etérea de mil vozes cintilantes
flutuando por sobre odores infectos
gritando cores,triturando canções
Meu espírito nu,desbravando paraísos
Explode em minha face a transparência
Deito tranquilo por sobre esse espinhos
enquanto um corvo negro me espreita por entre as frestas da dúvida.
A desilusão me morde o rosto
A consciência sangrando
mil gotas de luz
se derramando.
Percebo seu rosto, seu sangue
sua vida,seus erros...
sua mão,sempre aberta...
o desespero quieto...
minha calma exasperada
defendendo minha alma de um perigo inexistente.
Cru e amargo
Engulo seco,procurando sentido...
Muitas vezes eu dormi, esperando a brutal entrega
dos sonhos
Pressenti a presença etérea de mil vozes cintilantes
flutuando por sobre odores infectos
gritando cores,triturando canções
Meu espírito nu,desbravando paraísos
Explode em minha face a transparência
Deito tranquilo por sobre esse espinhos
enquanto um corvo negro me espreita por entre as frestas da dúvida.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Desejos crus
Aquele acorde tímido
de um violão morto
e a voz breve e úmida
me traz um medo indecente
de morrer.
E quem nasce tem o desejo
inocente e pútrido.
Odeio seu olhar perdido
Meu amor irritante
Em mim vejo manchas de sangue
No espelho somente um sopro remotamente vago
de quem pertiu sem deixar saudades, ou dúvidas.
Nada no bolso de trás da calça,
nemhum cigarro na mão, nem dedos, nem acenos, nada
Aquela tarde sinistra e morna
O Sol escapando por sobre seus ombros
a beleza maldita de um entardecer qualquer.
Um sorriso desaba sobre a tristeza e a valida ainda mais
não subi essas escadas pra ver a paisagem,
nem pra me jogar.
Queria crescer, mas me cortaram as pernas.
Calei-me diante de seus olhos,e eles dispararam correndo por sobre a grama alta do meu pensamento, se escondendo,traindo, revelando.
Me dê a mão, me sonhe.
A solidão é pedra afiada sob a palma da mão
O sangue aquece, embora queime a alma com um leve beijo.
de um violão morto
e a voz breve e úmida
me traz um medo indecente
de morrer.
E quem nasce tem o desejo
inocente e pútrido.
Odeio seu olhar perdido
Meu amor irritante
Em mim vejo manchas de sangue
No espelho somente um sopro remotamente vago
de quem pertiu sem deixar saudades, ou dúvidas.
Nada no bolso de trás da calça,
nemhum cigarro na mão, nem dedos, nem acenos, nada
Aquela tarde sinistra e morna
O Sol escapando por sobre seus ombros
a beleza maldita de um entardecer qualquer.
Um sorriso desaba sobre a tristeza e a valida ainda mais
não subi essas escadas pra ver a paisagem,
nem pra me jogar.
Queria crescer, mas me cortaram as pernas.
Calei-me diante de seus olhos,e eles dispararam correndo por sobre a grama alta do meu pensamento, se escondendo,traindo, revelando.
Me dê a mão, me sonhe.
A solidão é pedra afiada sob a palma da mão
O sangue aquece, embora queime a alma com um leve beijo.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Poesia antiga
Brota em mim um suicídio em formação
Sonhos e devaneios de prédios e lagos
afogamentos e envenenamentos
Brota em mim um som de trovão e tiros
Raios e gritos,
explosões e enforcamentos
Rodas em movimento sobre o sangue seco no asfalto
Brota em mim um estranho ouvir
como se as vozes saíssem de mim e para mim voltassem.
Como se os sons partissem de mim para meu encontro
Brota em mim uma dança sinistra de movimentos lentos
À meia-luz essa dança se projeta em sombras pela parede
À medida que progride, lança pequenas luzes como se fossem raios
Essa dança inibe meus instintos e obstrui a fúria interna do querer fugir
Fazendo assim meus sonhos se desintegrarem e voltarem ao útero do inconsciente que os gerou
Brota em mim uma visão de olhos fechados
Numa imaginação quase real, sobre a mesa
Uma flor sem vida e seca, de qualquer cor, ùmida em todo toque, no contato de cada dedo.
Uma flor em preto e branco, molhada de suor
Brota em mim uma percepção quase espontânea
Um sentimento, um odor, um som,um gosto, uma visão
Uma realidade completa em cada centímetro de dimensão
Ruas surgem desviando e entrando em minha alma
Estou parado, elas é que partem em minha direção, me passando a sensação de movimento
Brota em mim um sonho em decomposição
Nuvens e relógios, em lados opostos
Um encarando o outro, sem minha presença.
Poesia escrita em 01-05-1997
Sonhos e devaneios de prédios e lagos
afogamentos e envenenamentos
Brota em mim um som de trovão e tiros
Raios e gritos,
explosões e enforcamentos
Rodas em movimento sobre o sangue seco no asfalto
Brota em mim um estranho ouvir
como se as vozes saíssem de mim e para mim voltassem.
Como se os sons partissem de mim para meu encontro
Brota em mim uma dança sinistra de movimentos lentos
À meia-luz essa dança se projeta em sombras pela parede
À medida que progride, lança pequenas luzes como se fossem raios
Essa dança inibe meus instintos e obstrui a fúria interna do querer fugir
Fazendo assim meus sonhos se desintegrarem e voltarem ao útero do inconsciente que os gerou
Brota em mim uma visão de olhos fechados
Numa imaginação quase real, sobre a mesa
Uma flor sem vida e seca, de qualquer cor, ùmida em todo toque, no contato de cada dedo.
Uma flor em preto e branco, molhada de suor
Brota em mim uma percepção quase espontânea
Um sentimento, um odor, um som,um gosto, uma visão
Uma realidade completa em cada centímetro de dimensão
Ruas surgem desviando e entrando em minha alma
Estou parado, elas é que partem em minha direção, me passando a sensação de movimento
Brota em mim um sonho em decomposição
Nuvens e relógios, em lados opostos
Um encarando o outro, sem minha presença.
Poesia escrita em 01-05-1997
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Entrevista
Fora do circuito convencional dos cinemas, os curtas-metragens independentes formam uma importante parcela do universo cinematográfico. Através deles se despontam novos talentos, novas idéias e produções dos mais variados níveis. Em uma metrópole como São Paulo não é diferente, profissionais e novatos na área se aventuram em trabalhos cada vez mais chocantes e criativos. Esse é o caso de “Fetish”, o primeiro curta-metragem de Luciano Pires. Previsto para ser lançado em Setembro, promete agradar em cheio aos aficcionados do gênero de terror.
Cinema em Cena: Este é o seu primeiro curta-metragem. Fale um pouco a respeito desse trabalho.
Luciano Pires: É um thriller com muita reverência ao passado a memória televisiva e cinematográfica sob influência suprema de Argento. Trata-se de duas amigas que se encontram num bar e decidem brincar com fetiches e não dá muito certo. Cogitei a idéia do curta através de uma conversa por MSN e pensei em escrever um conto. Escrevi, e como não tenho saco pra formatar um roteiro, enviei pra um amigo roteirizar, tudo sob minha supervisão, é claro. Feito o roteiro, procurei reunir um pessoal e lembrei de duas amigas que tinham vindo num projeto de cineclube que eu estava organizando e o Adílson, um amigo que me ajudou num primeiro projeto há algum tempo. Mas precisaríamos de duas atrizes e um ator e decidi chamar todos amadores. Na verdade, chamei quem tava na lista de amigos do orkut, e a equipe foi montada quase toda pela internet. Faltava locação, precisávamos de um bar e decidimos fazer num brechó que fosse bar também decidimos pelo “Túnel do Tempo” na vila mariana. O banheiro usado foi o da faculdade Anhembi-Morumbi, onde o Diogo estuda.
CeC: O nome é muito interessante e desperta uma curiosidade. Por que “Fetish”?
Pires: Comecei com alguns nomes que descartei por ter spoilers. Fiquei com um último que também entregava o que iria acontecer, então preferi a amplidão e todos os sentidos que essa palavra carrega e fiz um trocadilho com “she” (pronome feminino em inglês).
CeC: Como será a distribuição desse trabalho?
Pires: A princípio não pensei em distribuição. Vamos divulgar, fazer uma festa de lançamento e pensar nisso com calma. Gostaria que fosse distribuído, mas antes temos que editar o filme com calma e traçar um plano, talvez na Galeria do Rock seja uma boa alternativa.
CeC: Quais foram as maiores dificuldades para produzir o curta?
Pires: Negociar locações e tempo pra produzir e gravar. Dinheiro sempre é problema, mas soubemos resolver e gastamos relativamente pouco.
CeC: Quantas pessoas estão envolvidas na produção?
Pires: 12 pessoas diretamente envolvidas, mas tem trilha sonora, design e figurantes.
CeC: Geralmente, aqueles que produzem curtas de terror acabam caindo no estilo "Trash", você consideraria Fetish um curta"trash"?
Pires: Não, definitivamente, quero fugir disso. Gosto dos trabalhos do Petter Baiestorf e tal, mas não é o quis fazer, nem ser cerebral como os europeus. Algo entre as duas coisas.
CeC: Você acha que os curtas são mais bem recebidos pelo público do que anos atrás?
Pires: Acho que não. Hoje em dia é possível assistir curtas pela internet, mas no cinema mesmo está igual como sempre foi.
CeC: Quais serão seus próximos projetos?
Pires: Vou criar um roteiro em breve e participar como ator em algumas coisas, mas nada definido. O roteiro é sobre um grupo de colegas "cinéfilos", que acreditam ter descoberto um segredo em um filme obscuro e começam a sofrer as conseqüências disso (risos), não vou adiantar muita coisa.
Para saber mais novidades sobre o curta-metragem, participe da comunidade “Fetish” no Orkut.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28780013
Cinema em Cena: Este é o seu primeiro curta-metragem. Fale um pouco a respeito desse trabalho.
Luciano Pires: É um thriller com muita reverência ao passado a memória televisiva e cinematográfica sob influência suprema de Argento. Trata-se de duas amigas que se encontram num bar e decidem brincar com fetiches e não dá muito certo. Cogitei a idéia do curta através de uma conversa por MSN e pensei em escrever um conto. Escrevi, e como não tenho saco pra formatar um roteiro, enviei pra um amigo roteirizar, tudo sob minha supervisão, é claro. Feito o roteiro, procurei reunir um pessoal e lembrei de duas amigas que tinham vindo num projeto de cineclube que eu estava organizando e o Adílson, um amigo que me ajudou num primeiro projeto há algum tempo. Mas precisaríamos de duas atrizes e um ator e decidi chamar todos amadores. Na verdade, chamei quem tava na lista de amigos do orkut, e a equipe foi montada quase toda pela internet. Faltava locação, precisávamos de um bar e decidimos fazer num brechó que fosse bar também decidimos pelo “Túnel do Tempo” na vila mariana. O banheiro usado foi o da faculdade Anhembi-Morumbi, onde o Diogo estuda.
CeC: O nome é muito interessante e desperta uma curiosidade. Por que “Fetish”?
Pires: Comecei com alguns nomes que descartei por ter spoilers. Fiquei com um último que também entregava o que iria acontecer, então preferi a amplidão e todos os sentidos que essa palavra carrega e fiz um trocadilho com “she” (pronome feminino em inglês).
CeC: Como será a distribuição desse trabalho?
Pires: A princípio não pensei em distribuição. Vamos divulgar, fazer uma festa de lançamento e pensar nisso com calma. Gostaria que fosse distribuído, mas antes temos que editar o filme com calma e traçar um plano, talvez na Galeria do Rock seja uma boa alternativa.
CeC: Quais foram as maiores dificuldades para produzir o curta?
Pires: Negociar locações e tempo pra produzir e gravar. Dinheiro sempre é problema, mas soubemos resolver e gastamos relativamente pouco.
CeC: Quantas pessoas estão envolvidas na produção?
Pires: 12 pessoas diretamente envolvidas, mas tem trilha sonora, design e figurantes.
CeC: Geralmente, aqueles que produzem curtas de terror acabam caindo no estilo "Trash", você consideraria Fetish um curta"trash"?
Pires: Não, definitivamente, quero fugir disso. Gosto dos trabalhos do Petter Baiestorf e tal, mas não é o quis fazer, nem ser cerebral como os europeus. Algo entre as duas coisas.
CeC: Você acha que os curtas são mais bem recebidos pelo público do que anos atrás?
Pires: Acho que não. Hoje em dia é possível assistir curtas pela internet, mas no cinema mesmo está igual como sempre foi.
CeC: Quais serão seus próximos projetos?
Pires: Vou criar um roteiro em breve e participar como ator em algumas coisas, mas nada definido. O roteiro é sobre um grupo de colegas "cinéfilos", que acreditam ter descoberto um segredo em um filme obscuro e começam a sofrer as conseqüências disso (risos), não vou adiantar muita coisa.
Para saber mais novidades sobre o curta-metragem, participe da comunidade “Fetish” no Orkut.
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28780013
Madrugada
Me beija, disse o mendigo
pega as moedas, disse a gostosa
não quero dinheiro, quero um beijo
(o cheiro de sua boca lembrava alguém que tinha acabado de lamber o cu de uma vaca).
Não.
Me beija.
Vou gritar.
Grita.
A mão suja se esticou.
Pegou as moedas.
Passou a mão na bunda dela.
Sujo.
Puta.
O silêncio da madrugada gritou no peito
uma moeda caiu
No bueiro
Ele chorou baixinho
No dia seguinte, morreu de frio
Debaixo de um toldo
Na vitrine, um anúncio do dia dos namorados.
pega as moedas, disse a gostosa
não quero dinheiro, quero um beijo
(o cheiro de sua boca lembrava alguém que tinha acabado de lamber o cu de uma vaca).
Não.
Me beija.
Vou gritar.
Grita.
A mão suja se esticou.
Pegou as moedas.
Passou a mão na bunda dela.
Sujo.
Puta.
O silêncio da madrugada gritou no peito
uma moeda caiu
No bueiro
Ele chorou baixinho
No dia seguinte, morreu de frio
Debaixo de um toldo
Na vitrine, um anúncio do dia dos namorados.
Vingança
A faca cravada no peito
Seminú, se arrastava pelo asfalto
Lembrei da cena do Juventude transviada
mas era ali na minha frente
e não tinha a jaqueta vermelha do James Dean.
Eu tava no ponto de ônibus
Vestido amarelo.
Tua mulher te traiu?
perguntei pro morimbundo
Arrrrrgh, disse o filho da puta
Cuspiu sangue.
Tinha ouvido a história,da boca da velha lá da rua
A mulher deu a facada
de ódio
de medo
de gratidão
Morreu ali,sozinho,desconsolado
não ajudei não
que morra,
quem manda ter pau pequeno.
Seminú, se arrastava pelo asfalto
Lembrei da cena do Juventude transviada
mas era ali na minha frente
e não tinha a jaqueta vermelha do James Dean.
Eu tava no ponto de ônibus
Vestido amarelo.
Tua mulher te traiu?
perguntei pro morimbundo
Arrrrrgh, disse o filho da puta
Cuspiu sangue.
Tinha ouvido a história,da boca da velha lá da rua
A mulher deu a facada
de ódio
de medo
de gratidão
Morreu ali,sozinho,desconsolado
não ajudei não
que morra,
quem manda ter pau pequeno.
Assinar:
Postagens (Atom)