Ela acordou sonolenta e decidiu viver:
Me acende um cigarro?
Fumou desgraçadamente meia dúzia deles.
Lavou a alma na pia da cozinha,olhou no espelho e se viu calma...
Encarou fixamente os seus próprio olhos e sentiu o silêncio.
Chorou como de costume, soluçou e gritou.
Queimou o rosto com a ponta do cigarro e engoliu a dor suavemente...
Estou sedenta, disse em meio aos soluços...
Se ajoelhou e ergueu as mãos para o céu e uma gota de medo molhou seu rosto imóvel.
Sentou-se na cama
Fechou os olhos
Pensou por um breve momento em tudo
e comoveu-se por um instante.
Nada poderia mudar o futuro.
Sons de mil vozes se alternavam ,e todas murmuravam sagrados mandamentos que se perdiam no ar...
Ela andou dois passos...
O revólver na mão
O cérebro em frangalhos...
o sangue manchando o tempo
Ela acordou sonolenta e decidiu.
domingo, 8 de março de 2009
A verdade
De um golpe matei todos os céus
e tuas lágrimas incontidas.
Metamorfoseei-me em sagradas partículas nos profundos abismos de regiões abissais, me decidi,e delicadamente me atirei de encontro ao teu corpo.
Enterrei-me, morto que estava,olhos perfurados,sem nenhum reflexo no espelho,no jardim encantado do teu olhar.
E ainda que eu diga estultícies ou maravilhosos poemas, meu eu permanece sentado em frente à nada, arrastando-se lenta e sorrateiramente por entre os arbustos pálidos de incompreensão.
Um estranho lamento de adeus e dois segundos de apatia me moveram. Nunca indaguei qual o sentido da alma corar quando os sonhos desmoranam? qual a urgência de ser e parametrizar cada sentimento?
De um golpe matei o silêncio e seus asseclas, e eles se ajoelharam perante o indubitável.
Luciano Pires
e tuas lágrimas incontidas.
Metamorfoseei-me em sagradas partículas nos profundos abismos de regiões abissais, me decidi,e delicadamente me atirei de encontro ao teu corpo.
Enterrei-me, morto que estava,olhos perfurados,sem nenhum reflexo no espelho,no jardim encantado do teu olhar.
E ainda que eu diga estultícies ou maravilhosos poemas, meu eu permanece sentado em frente à nada, arrastando-se lenta e sorrateiramente por entre os arbustos pálidos de incompreensão.
Um estranho lamento de adeus e dois segundos de apatia me moveram. Nunca indaguei qual o sentido da alma corar quando os sonhos desmoranam? qual a urgência de ser e parametrizar cada sentimento?
De um golpe matei o silêncio e seus asseclas, e eles se ajoelharam perante o indubitável.
Luciano Pires
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Lídia
_Agora uma pausa pra falar sério: mais uma cerveja aqui pra gente, Flávio!
Era sempre o mesmo bar,e sempre a mesma pausa dramática que invariavelmente acontecia.
Dois minutos se passaram,na mesa estavam Jorge, Patrícia,Paulo e Kátia.
_Conhece Glen Benton? Aquele cara daquela banda de death metal ...
_Deicide?
_Isso, isso mesmo, ele não disse que ia se matar com 33 anos?
_Puro marketing.
_Pois eu tenho uma teoria...
_Lá vem o Paulo e suas teorias....fala...pode falar.
_Eu acho que ele vai se matar com 66 anos...pensa só...duplamente satânico, cara,duas vezes a idade de Cristo...
_Cala a boca...
As risadas abafavam o raciocínio de Kátia...hoje era o dia...hoje iria acontecer, custasse o que custasse.
_Licença, vou ao banheiro...Kátia saiu em direção ao banheiro e ainda pode ouvir as risadas de longe...chegou ao banheiro,lavou o rosto e
enxugou devagar as lágrimas...encarou distraidamente o espelho sujo do banheiro e voltou.
Uma gostosa entrou no bar...vestido decotado mostrando os seios, rebolou até o balcão e pediu uma cerveja...
_Você é uma delícia...disse Jorge...
_Mentiroso...disse ela.
_Não costumo mentir pra quem eu não conheço.
_Ela riu. Todo mundo sabe que quando uma mulher ri ou está tirando uma com a nossa cara ou está pronta pra ir pra cama.
Ele levantou e chegou mais perto...Como é teu nome?
_Lídia.
_Lídia não é nome de quem entra a uma hora dessas num bar sujo como esse...
Ela riu de novo, e dessa vez passou a mão pelos cabelos deixando aparecer uma cicatriz no pescoço...ele fingiu não ver.
Kátia revirou os bolsos pra ter certeza que o objeto ainda estava lá...teve certeza, sorriu de satisfação e encarou a tal da Lídia com um ar de desprezo.
Levantou lentamente ,ficou em pé de frente com Lídia e lhe deu um tapa na cara.
Na televisão do bar um clipe do Air Suply...sangue no chão...meia dúzia de palavras cuspidas...e nada era tão explosivo como os olhos de Kátia.
Encarou decisivamente o relógio engordurado do bar, um pôster rasgado do Fagner na parede lhe encarava...ela pensou em correr...mas se deixou cair no chão,
gritando...
Tinha matado Lídia.
Entraram no carro...
Era sempre o mesmo bar,e sempre a mesma pausa dramática que invariavelmente acontecia.
Dois minutos se passaram,na mesa estavam Jorge, Patrícia,Paulo e Kátia.
_Conhece Glen Benton? Aquele cara daquela banda de death metal ...
_Deicide?
_Isso, isso mesmo, ele não disse que ia se matar com 33 anos?
_Puro marketing.
_Pois eu tenho uma teoria...
_Lá vem o Paulo e suas teorias....fala...pode falar.
_Eu acho que ele vai se matar com 66 anos...pensa só...duplamente satânico, cara,duas vezes a idade de Cristo...
_Cala a boca...
As risadas abafavam o raciocínio de Kátia...hoje era o dia...hoje iria acontecer, custasse o que custasse.
_Licença, vou ao banheiro...Kátia saiu em direção ao banheiro e ainda pode ouvir as risadas de longe...chegou ao banheiro,lavou o rosto e
enxugou devagar as lágrimas...encarou distraidamente o espelho sujo do banheiro e voltou.
Uma gostosa entrou no bar...vestido decotado mostrando os seios, rebolou até o balcão e pediu uma cerveja...
_Você é uma delícia...disse Jorge...
_Mentiroso...disse ela.
_Não costumo mentir pra quem eu não conheço.
_Ela riu. Todo mundo sabe que quando uma mulher ri ou está tirando uma com a nossa cara ou está pronta pra ir pra cama.
Ele levantou e chegou mais perto...Como é teu nome?
_Lídia.
_Lídia não é nome de quem entra a uma hora dessas num bar sujo como esse...
Ela riu de novo, e dessa vez passou a mão pelos cabelos deixando aparecer uma cicatriz no pescoço...ele fingiu não ver.
Kátia revirou os bolsos pra ter certeza que o objeto ainda estava lá...teve certeza, sorriu de satisfação e encarou a tal da Lídia com um ar de desprezo.
Levantou lentamente ,ficou em pé de frente com Lídia e lhe deu um tapa na cara.
Na televisão do bar um clipe do Air Suply...sangue no chão...meia dúzia de palavras cuspidas...e nada era tão explosivo como os olhos de Kátia.
Encarou decisivamente o relógio engordurado do bar, um pôster rasgado do Fagner na parede lhe encarava...ela pensou em correr...mas se deixou cair no chão,
gritando...
Tinha matado Lídia.
Entraram no carro...
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Ser Feliz
Ser feliz
deixar que o tempo se disfarce
vestido de mar, se revoltando contra as pedras do Destino
A brisa no rosto e o sentimento embarcando, perene
nos quatro cantos da alma.
Ser feliz
é amar o eterno encantamento que é ter você
é sorrir ao fitar teus olhos
e ter no peito o disparo frágil de um coração alerta
e deslumbrado
com a certeza de que é você.
São teus meus pensamentos e
a graça formidável de acordar todo dia e saber que você existe.
Ser feliz
Nadar com braçadas longas
no mar de alegria
que é o teu sorriso.
Saber de ti, imensidão aflorada
lento amanhecer
Findo o dia
os olhos cerrados e tua imagem
desvanecendo devagar e traspassando meus sonhos
Teu riso,tua imagem, tua lembrança
e num grito calmo
enlevado e sutil
e todo a minha alma se derrama em cores por você.
deixar que o tempo se disfarce
vestido de mar, se revoltando contra as pedras do Destino
A brisa no rosto e o sentimento embarcando, perene
nos quatro cantos da alma.
Ser feliz
é amar o eterno encantamento que é ter você
é sorrir ao fitar teus olhos
e ter no peito o disparo frágil de um coração alerta
e deslumbrado
com a certeza de que é você.
São teus meus pensamentos e
a graça formidável de acordar todo dia e saber que você existe.
Ser feliz
Nadar com braçadas longas
no mar de alegria
que é o teu sorriso.
Saber de ti, imensidão aflorada
lento amanhecer
Findo o dia
os olhos cerrados e tua imagem
desvanecendo devagar e traspassando meus sonhos
Teu riso,tua imagem, tua lembrança
e num grito calmo
enlevado e sutil
e todo a minha alma se derrama em cores por você.
A devassidão de uma flor em estado letárgico
Muitas vezes ela pensou em adormecer em plena rua,deitada de bruços, calça arriada, com uma flor na mão.
Típica falácia artística e bêbada,
mas tinha seu encanto ...
Ela não parava de falar um minuto, regurgitando conceitos e milagres à velocidade da luz
Eu escutava tudo, aflito, não interrompendo,arqueando as sobrancelhas levemente quando a situação pedia
Ela me estudava, quase displicentemente
Eu colocava Sonic youth no walkman e apertava o play com um brilho nos olhos.
Sonolentamente, pedia um beijo
Ela gritava e soluçava
e se despedia de si mesma, entornando seus sonhos goela adentro.
passei minhas mãos pelos seus cabelos e sorri provisoriamente...deitei em seu colo e olhei para
o céu...escrito nas nuvens estava um capítulo inteiro das minhas saudades...
Típica falácia artística e bêbada,
mas tinha seu encanto ...
Ela não parava de falar um minuto, regurgitando conceitos e milagres à velocidade da luz
Eu escutava tudo, aflito, não interrompendo,arqueando as sobrancelhas levemente quando a situação pedia
Ela me estudava, quase displicentemente
Eu colocava Sonic youth no walkman e apertava o play com um brilho nos olhos.
Sonolentamente, pedia um beijo
Ela gritava e soluçava
e se despedia de si mesma, entornando seus sonhos goela adentro.
passei minhas mãos pelos seus cabelos e sorri provisoriamente...deitei em seu colo e olhei para
o céu...escrito nas nuvens estava um capítulo inteiro das minhas saudades...
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Dualidades

Aquela semana eu meio que sabia que algo mudaria meu jeito de enxergar as coisas.
Um óculos de uma cor diferente, talvez
comprado numa megastore,meio paraguaio e sem proteção para raios ultravioleta.
Você gritou no meu ouvido:
_ Seja você, seja isso ou aquilo, seja mais, seja menos, seja algo.
Muitas vezes detono a serenidade dos meus dias com um pretexto meio bobo...
Verei mais um filme de madrugada, um com vampiras lésbicas, de preferência...
Eu não me engano, não minto pra mim mesmo, por mais que eu seja fácil de enganar...um menear de cabeça meio duvidoso
um piscar de olhos e eu acredito.
Acredito nas tuas meias-verdades, nas tuas incertezas sinceras, no teu jeito quase inumano de acreditar nas coisas...
mas eu sei que tudo é uma infinidade de cores rasgadas e jogadas no ventilador...um arco-íris meio despedaçado...
Tudo isso me faz pensar outra vez naqueles olhos, naquela expressão sonolenta do tempo escasso, do tempo perdido e sem volta
e mais do que tudo,admito a certeza
a certeza mutiladora
a certeza distante e entorpecedora de que nada é frágil quando se tem um dedo em riste.
Ponho-o no teu rosto, e te indago quase sorrindo:
Qual a razão disso tudo?
qual a beleza disso ter se transformado dessa forma?
qual a piada mais engraçada que Deus já contou?
Aquela semana eu imaginei tudo, menos te ver ali deitada embaixo do céu, vestida de mim.
Palavras

Cada vez que lembro de algum momento que eu fechei a boca
e engoli as palavras no momento que mais precisava me expressar
espanco algo que está às minhas vistas...ao alcance das minhas mãos, e as vezes esse algo sou eu mesmo.
Por que um sopro de razão sempre é bom,mas uma ventania amorfa de racionalidade as vezes desmancha meu penteado de ilusão.
Iludo-me com a probabilidade quase nula de que alguém ou algo se sinta tocado por algo tão frágil como palavras.
mas hoje mexi os lábios quase por mágica e deles saíram multidões de pensamentos e idéias... e foi inevitável me sentir mais perto de algo que nem mesmo sei o nome...mas era algo como uma
explosão suave e enlevada,um fluxo de sabe Deus lá o que me enxertando pueris ideais no mais íntimo do meu ser.
Ouvi de repente um cala a boca baixinho por cima do meu ombro...uma voz meio de grilo falante hipocondríaco e pigarrento que dizia que eu devia prestar mais atenção no que dizia...
Tudo são palavras...
Tudo é menos real e mais belo com palavras....tão fixas...tão fluidas e oníricas e frágeis e abandonadas...tão esvoaçantes e esfumaçadas...
Mas eu desmistifiquei tudo quando mexi freneticamente os lábios semi-sedados,mostrei as mordidas do destino sangrando, te devolvi o medo que você me emprestou
e me despedi.
Cada vez que ouço aquela palavra algo morre em mim.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Dia perfeito
Leve meus sonhos onde eles estejam seguros
e me traga um copo vazio...
Tranque suas paixões
seu tempo,sua dose diária de medo
entregue-se,sem algemas, ao delírio imediato...
e sem olhar para trás, identifique-se
sem chorar, sem lágrimas incoerentes
diga o que pensa e se cale
enforque-se com a corda da razão
demita-se do mundo
deite-se,enxugue-se
mate cada minuto de silêncio
mude o tom do teu discurso
encare-se, navegue-se
mutile seus desejos, marque com um "x" cada frase repetida
cada sopro mentiroso de alívio
cada suspiro de decepção
leve suas roupas,suas toalhas sujas
lave seu rosto, sua alma
em em meio a coragem dissidente
em meio as fraquezas e aos suicídios fracassados
planeje uma facada certeira
no coração cambaleante
de um dia perfeito.
e me traga um copo vazio...
Tranque suas paixões
seu tempo,sua dose diária de medo
entregue-se,sem algemas, ao delírio imediato...
e sem olhar para trás, identifique-se
sem chorar, sem lágrimas incoerentes
diga o que pensa e se cale
enforque-se com a corda da razão
demita-se do mundo
deite-se,enxugue-se
mate cada minuto de silêncio
mude o tom do teu discurso
encare-se, navegue-se
mutile seus desejos, marque com um "x" cada frase repetida
cada sopro mentiroso de alívio
cada suspiro de decepção
leve suas roupas,suas toalhas sujas
lave seu rosto, sua alma
em em meio a coragem dissidente
em meio as fraquezas e aos suicídios fracassados
planeje uma facada certeira
no coração cambaleante
de um dia perfeito.
A luz apagou...
Eu atravesso teus olhos como lanças
eu me vigio e me enlaço, e tudo que me resta é sussurrar novamente a velha melodia,
ecoando surdamente pelos túneis escuros de nossas almas.
Um dia a mais no calendário estupefato.
um olhar descrente de decepção
um olhar cálido de afeto descontrolado
me ajoelho e sinto o refluxo absurdo de situações e paixões deixadas pela metade
vagando pelo infinito como ondas minúsculas de desconcertadas imagens,
projetadas na parede branca do universo
desgastadas, desbotadas
A luz apagou...
Com medo de trair meus próprios pensamentos, me desespero...
tua visão se encobre
a poeira de anos de solidão
sobe lentamente
um minuto perfura a eternidade
e cada sensatez se disfarça de crueldade
perfazendo quilômetros de nuances mentirosas de vidas vazias
e a fragilidade sucumbe,explodindo no ar...
Em um piscar de olhos, a luz se apaga e a vida tateia no escuro, esperando o fim.
eu me vigio e me enlaço, e tudo que me resta é sussurrar novamente a velha melodia,
ecoando surdamente pelos túneis escuros de nossas almas.
Um dia a mais no calendário estupefato.
um olhar descrente de decepção
um olhar cálido de afeto descontrolado
me ajoelho e sinto o refluxo absurdo de situações e paixões deixadas pela metade
vagando pelo infinito como ondas minúsculas de desconcertadas imagens,
projetadas na parede branca do universo
desgastadas, desbotadas
A luz apagou...
Com medo de trair meus próprios pensamentos, me desespero...
tua visão se encobre
a poeira de anos de solidão
sobe lentamente
um minuto perfura a eternidade
e cada sensatez se disfarça de crueldade
perfazendo quilômetros de nuances mentirosas de vidas vazias
e a fragilidade sucumbe,explodindo no ar...
Em um piscar de olhos, a luz se apaga e a vida tateia no escuro, esperando o fim.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
O Tempo
Tapei a boca do tempo pra ele não gritar
um descuido e o silêncio explode
em gotas eternas e melodias sangrentas.
Hoje teus lábios desenham frases sagradas
e eu mantenho os olhos sobre tua alma
vigiando cada segundo, cada metro, cada degrau
não sou um mártir
não tenho desejos
apenas o máu-hálito do tempo em frente ao meu rosto
murmurando previsões malditas
mastigando verbos decaídos e derramando
saliva, suór e a febre de um dia normal.
tuas mãos, raízes
óbitos,velas, e um segredo perturbador fugindo pelas frestas, se arrastando pelas sombras.
mais um sonho percorrendo minhas veias
mais um veneno injetado na retina
e milhões de minúsculos Sóis me queimando a pele
Soprei o último sentido
Adormeci, velando meu próprio corpo
imensamente entregue a tudo que não era eu.
um descuido e o silêncio explode
em gotas eternas e melodias sangrentas.
Hoje teus lábios desenham frases sagradas
e eu mantenho os olhos sobre tua alma
vigiando cada segundo, cada metro, cada degrau
não sou um mártir
não tenho desejos
apenas o máu-hálito do tempo em frente ao meu rosto
murmurando previsões malditas
mastigando verbos decaídos e derramando
saliva, suór e a febre de um dia normal.
tuas mãos, raízes
óbitos,velas, e um segredo perturbador fugindo pelas frestas, se arrastando pelas sombras.
mais um sonho percorrendo minhas veias
mais um veneno injetado na retina
e milhões de minúsculos Sóis me queimando a pele
Soprei o último sentido
Adormeci, velando meu próprio corpo
imensamente entregue a tudo que não era eu.
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