terça-feira, 1 de junho de 2010

Indício


O medo, indício.
E minha face, plena de ódio, soluça.
Música, suor, gengivas sangrando...
e teu surdo momento descamba...
Ainda ouço,levemente amordaçado,meu sonho ao longe.
E tudo é tão fácil,
desmemória em ciclos regulares...
Tudo é tão útil,
menos a lágrima de batom no silêncio do quarto...
Teus olhos claros, verdes lacrimejantes...
Teu sussurro sobrevoando a noite, a brisa fria e o amontoado de significados
derramando solidão por sobre o tapete da sala.
Eu, nada absoluto e indigno
permeio todos os nomes, os lábios, a saliva quente do Destino...
Adormeço sob teus pés, acariciado pela garoa fina dos teus olhos.

Luciano Pires

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